Biotecnologia Veterinária

A nova geração de vacinas contra a Tristeza Parasitária Bovina

A anaplasmose bovina causa perdas estimadas em US$ 3,24 bilhões por ano no Brasil. As vacinas existentes têm limitações críticas de segurança e logística. A Imunotick desenvolve uma solução peptídica inovadora, em parceria com o Instituto Butantan.

US$ 3,24B

em perdas anuais por anaplasmose bovina no Brasil

238M

cabeças no rebanho bovino brasileiro

4

patentes registradas no Brasil

Quem somos

Sobre a Imunotick

Parceria com Butantan desde

2010

A Imunotick é uma empresa brasileira de biotecnologia veterinária fundada em 2017, com foco no desenvolvimento de vacinas inovadoras para o setor pecuário. Nossa origem remonta a 2010, quando iniciamos parceria com o Instituto Butantan — possivelmente uma das primeiras parcerias público-privadas da instituição — para enfrentar um dos maiores desafios sanitários da pecuária tropical: a ausência de vacinas eficazes contra doenças transmitidas por carrapatos.

Patentes & propriedade intelectual

Nossa plataforma tecnológica é protegida por quatro patentes registradas no Brasil: três voltadas à vacina contra anaplasmose bovina e uma para a plataforma SAMAP, com potencial de aplicação em outras doenças.

Parceiro científico

Instituto Butantan

Uma das primeiras parcerias público-privadas do Instituto Butantan, construída ao longo de mais de uma década de pesquisa colaborativa.

Plataforma tecnológica

Vacina contra anaplasmose

Candidata vacinal peptídica em desenvolvimento clínico avançado, com imunidade celular comprovada e transferência de proteção para bezerros via colostro.

Plataforma SAMAP

Self Adjuvant Multi Antigenic Platform — tecnologia derivada da pesquisa de anaplasmose, com potencial de aplicação em outras vacinas. Em desenvolvimento com o Instituto Butantan.

Patentes registradas

4

no Brasil — anaplasmose bovina e plataforma SAMAP

O problema

As vacinas existentes têm limitações críticas que a biotecnologia pode superar

O Brasil possui o maior rebanho comercial do mundo — 238 milhões de cabeças — mas a anaplasmose bovina impede o pleno aproveitamento desse potencial. Existem vacinas disponíveis, mas todas baseadas em cepas vivas atenuadas, com limitações sérias de segurança, logística e aplicação no segmento leiteiro.

O gap de produtividade

As raças zebuínas (Bos indicus) dominam o rebanho brasileiro por sua resistência natural a doenças transmitidas por carrapatos — entre elas, a anaplasmose. Mas produzem 3 a 5 vezes menos leite e obtêm preços 30% menores nos mercados internacionais que as raças europeias. A transição para raças mais produtivas exige o controle seguro e eficaz da anaplasmose.

🇧🇷 Taurinos no Brasil 12%
🇦🇷 Taurinos na Argentina 83%
🇦🇺 Taurinos na Austrália 81%

US$ 3,24B

em perdas anuais causadas pela anaplasmose na pecuária brasileira

Barros et al., Embrapa Gado de Corte, 2024

As limitações das vacinas atuais

As vacinas disponíveis contra anaplasmose são baseadas em cepas vivas atenuadas — produzidas a partir de sangue animal. Isso impõe restrições importantes: risco de transmissão de outros patógenos sanguíneos, possibilidade de reversão de virulência, exigências rigorosas de cadeia de frio (vacinas refrigeradas têm validade de apenas 5 dias), e impedimento de uso em vacas em lactação por ausência de dados de segurança e carência. A vacina peptídica da Imunotick não contém agentes vivos, elimina esses riscos e é segura para o rebanho leiteiro.

Uma vacina sintética, segura e estável contra anaplasmose bovina é uma das maiores oportunidades em aberto da saúde animal tropical — em escala global.

A solução

Nossa Tecnologia

A candidata vacinal da Imunotick é baseada em uma plataforma peptídica inovadora, desenvolvida ao longo de mais de uma década de pesquisa em colaboração com o Instituto Butantan. Sua abordagem supera as limitações das vacinas convencionais contra patógenos intracelulares como o Anaplasma marginale.

Imunidade celular comprovada

A plataforma peptídica induz resposta imune celular robusta — um diferencial crítico para o controle de patógenos intracelulares como o Anaplasma marginale, que escapam das defesas baseadas apenas em anticorpos.

Proteção transferível para bezerros

A vacinação de vacas prenhes induz imunidade que é transferida ao bezerro via colostro, protegendo os animais nas primeiras semanas de vida — período de maior vulnerabilidade.

Segura para a produção leiteira

Sem resíduos químicos e sem períodos de carência — a vacina permite manutenção plena da produção de leite durante e após a vacinação, um requisito crítico para o segmento leiteiro.

Abordagem direcionada à doença

Ao contrário dos acaricidas, que combatem o vetor (carrapato), a vacina combate a doença em si — protegendo o animal mesmo quando o controle do vetor é imperfeito ou falha.

Plataforma patenteada e extensível

A tecnologia é protegida por patentes registradas no Brasil e tem potencial de extensão para outras doenças transmitidas por carrapatos, ampliando o escopo de aplicação comercial.

Desenvolvimento clínico avançado

Mais de uma década de pesquisa sistemática, com múltiplas fases clínicas conduzidas em parceria com o Instituto Butantan e validadas em condições de campo.

Parceiro de pesquisa

Instituto Butantan

Como atuamos

Estratégia

A Imunotick desenvolve sua candidata vacinal em parceria com o Instituto Butantan e busca um parceiro farmacêutico veterinário para levar a tecnologia ao mercado global. Estamos abertos a modelos de licenciamento, co-desenvolvimento ou parceria estratégica.

Parceiro científico

Instituto Butantan

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Contato

Investidores e parceiros industriais interessados na tecnologia são bem-vindos.

contato@biotick.com.br

Imunotick Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico S.A.

Avenida Santo Amaro, 1047 – Cj. 1008 – Vila Nova Conceição, 04505-001 – São Paulo – SP – Brasil